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O Poder Mágico das Expectativas

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Isso deve ter ocorrido inúmeras vezes em nossas vidas, o fato que devíamos satisfaz todas as expectativas em algum momento, que quase nos afogamos no mar de expectativas. No nosso trabalho, o nosso chefe quer que sejamos bons empregados e uma boa força de trabalho, os nossos colegas querem que sejamos bons colegas e os nossos subordinados querem sejamos um bom chefe. Além de tudo isso, existem as expectativas dos membros da família, que querem que sejamos um bom marido, uma boa esposa, um bom filho. E ainda não falamos das nossas próprias expectativas em relação a nós mesmos. Não é de estranhar que seja praticamente impossível satisfazer todas as expectativas. Coloque todas as expectativas à luz da Consciência e, examine de onde elas vêm e por que têm uma força convincente tão poderosa em nossa vida.

O Poder da Situação

Todas as expectativas mencionadas acima, emergem do imenso espaço social que nos rodeia e, este espaço é comummente referido como sociedade. É, portanto, totalmente justificável chamar as nossas expectativas de “expectativas sociais”, independentemente de estarem ou não no âmbito de uma situação específica ou uma pessoa.

Quanto mais complexa for uma sociedade, mais espaço um membro específico deve ocupar no complicado sistema de relacionamento humano. Estes espaços, são chamados de “estatutos sociais”. Esse estatuto pode ser de género (homem ou mulher), família (marido, esposa, filho, irmão, parente etc.), ocupação (professor, polícia etc.) e de ocasião (cliente, paciente etc.).

Cada estatuto ocupado acarreta um conjunto de regras, é o sistema de expectativas que dita como o individuo que ocupa um suposto estatuto deve comportar-se numa determinada situação, como comportar-se como um homem, um pai, um médico etc. Estas expectativas nos dizem como devemos e como não devemos nos comportar numa determinada situação e em relação a uma pessoa específica.

Na maioria dos casos, estas expectativas trabalham de forma inconsciente, quase como programas automáticos que funcionam em nossa vida. Estes programas profundos tornaram-se uma parte da nossa mente ao longo da nossa educação e, são activados por uma determinada situação em que nos encontramos ou uma pessoa com a qual tivemos contacto. Em seguida, usamos a máscara apropriada, adaptada a situação. Ocupamos vários estatutos ao mesmo tempo, por esta razão, parece que nos afogamos no mar de expectativas. Também é comum que as diversas expectativas ligadas a vários estatutos colidem umas com as outras, gerando ainda mais ansiedade e stress para nós.

Os Programas das Expectativas Internas

A medida que a nossa personalidade se desenvolve, algumas das expectativas sociais externas tornam-se  internas e fundem-se com a nossa personalidade e aparecem em forma de expectativas para nós mesmos no nosso dia a dia.

Os nossos escrúpulos derivam dessas expectativas sociais transformadas em expectativas internas. Os escrúpulos entram em funcionamento quando infringimos uma regra adquirida dos nossos pais ou professores e não nos comportamos como deveríamos. Todo mundo conhece a sensação desagradável e convincente, que nos leva de volta à trilha ditada originalmente pelas expectativas sociais, transformadas em expectativas internas.

Uma outra expectativa social que se torna parte integrante do nosso sistema de valor interno aparece no nível de exigências e demandas na nossa vida. Os nossos pais e professores queriam que satisfizéssemos as expectativas de um estatuto específico e do melhor modo possível. O nosso desejo de satisfazer as expectativas torna-se uma exigência do nosso lado.

Muitas vezes definimos metas muito altas e nos esforçamos para fazer algo de forma perfeita, para atender a nossa demanda interna que vai de acordo com os requisitos. Se tivermos um desempenho abaixo dos nossos requisitos normais, a força convincente aparece de novo e, a desagradável sensação nos estimula a alcançar um desempenho mais elevado, a fim de atingir pelo menos o nosso nível padrão. Visto que somos incapazes de ser perfeitos em todas as áreas da vida, os sentimentos desagradáveis podem tornar-se permanentes.

A Trajectória Involuntária Ditada Pelas Expectativas

O que nos mantém no caminho forçado das expectativas, por que não podemos simplesmente deixá-lo para trás?

O poder dinamizador das expectativas sociais é fornecido pela nossa identificação com as expectativas internas e externas e constitui a base da nossa identidade. Nós nos identificamos com os nossos estatutos sociais, com as máscaras dos nossos papéis do nosso género, família e profissão. Estas máscaras estão ligadas em nós tão intimamente que não seríamos capazes de viver sem elas. Nós nos identificamos com as nossas expectativas internas e, os nossos escrúpulos assim como o nível de exigências, constituem muitas vezes a pedra angular da nossa identidade.

Nós estamos tão profundamente identificados com estas expectativas sociais, que nem percebemos que elas nos transformam em réplicas e em personalidades falsas. As páginas da nossa história pessoal, são escritas por essas forças externas que nos são impostas pela sociedade, elas determinam como devemos ver o mundo, como devemos pensar sobre o mesmo, o que devemos acreditar, o que é bom para nós e que o devemos evitar.

É assim que perdemos a nossa individualidade ao longo dos anos e de forma inconsciente nos tornamos vítimas de uma manipulação baseada em contrato público. As expectativas sociais foram moldadas através de um acordo geral ao longo dos séculos e, tornaram-se manipuladoras porque insistimos em nos identificar com o estado separado da Consciência.

É assim que sustentamos essa identidade em conjunto, radicada em isolamento, esta “criatura” social, pois, devido à nossa ignorância, nos apegamos ao mundo das formas. Nós somos apenas capazes de imaginar a nossa existência pessoal no aqui e no agora.

A Existência Sem Expectativas

Quando olhamos para as expectativas sociais à luz da Consciência, devemos perguntar-nos: será que somos capazes de viver sem expectativas, como seria a vida sem expectativas?

O problema não está nas expectativas. As expectativas são partes naturais da nossa existência no mundo das formas, assim como seria impossível viver como uma forma sem o nosso corpo. Sem as expectativas seríamos incapazes de existir como uma parte do espaço social do qual vivemos actualmente.

A força convincente das expectativas está enraizada na nossa identificação com as expectativas, o fato que nos apegamos a nossa identidade pessoal e as máscaras que dela advêm fazem das expectativas uma parte natural de tudo isto. A pergunta correta a fazer é, será que existimos de todo além da nossa identidade pessoal e das nossas máscaras?

O nosso mundo aparece no espaço da Consciência e a dança das variadas formas ocorrem nele. Pensamentos, emoções, expectativas e tudo o que sentimos, também aparecem nesse espaço da Consciência. Este é o espaço da Consciência, esse Milagre é o único fenómeno que não é uma “coisa”, é uma sim “não-coisa”, não é um objecto manifesto, mas um tipo de espaço, um vazio vigilante na qual aparecem as imagem do mundo, pensamentos e emoções.

Nós, no entanto, no nosso actual estado dormente, nos identificamos com os elementos do conteúdo que aparecem do espaço da Consciência, embora o nosso verdadeiro Eu não é nada mais do que o próprio espaço da Consciência. Nós mesmos somos o Milagre!

Se desistirmos dos esforços voltados para a construção da nossa identidade pessoal a partir do conteúdo que aparecem no espaço da Consciência e, em vez disso nos reconhecermos como o espaço da Consciência, então e, só então, seremos capazes de viver sem expectativas.

Numa vida sem expectativas, ainda continuamos a responder durante algum tempo, às expectativas sociais básicas enraizadas no estatuto social, preenchendo assim o mundo das formas. Continuamos a funcionar como um pai, mãe, médico, contabilista, etc.

Nesta fase, os programas das nossas expectativas internas já foram dissolvidos e, já não nos identificamos com as expectativas das outras pessoas. Todo o nosso Ser é preenchido pelo Milagre.

Fonte:

http://www.wakingtimes.com/2015/07/09/the-magical-power-of-expectations/

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