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Culpa – A Sombra Do Crescimento Espiritual

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Durante o teu crescimento espiritual, podes descobrir o que é importante para ti, podes alcançar a tua tranquilidade, paz e felicidade interior e, ninguém pode tirar isso de ti. Podes encontrar a tua força interior, que pode manifestar-se como uma presença sem esforço. Nesse estado, estás ciente, apenas o momento presente existe para ti, o seu ser é permeado pelo silêncio da Consciência e a alegria da existência.

Durante a tua Jornada Espiritual, desejas incorporar esta Presença sem esforço na tua rotina diária, então, procuras passar o máximo de tempo possível no estado de Presença.

Este é um esforço nobre, mas, infelizmente, logo percebemos ser um que falha a cada dia. Então surge a pergunta: “Qual é o motivo do fracasso? Por que não posso passar um longo período no estado de Presença sem esforço sempre que eu quiser? Certamente porque eu não sou bom o suficiente e, incapaz de fazer o esforço necessário. Eu sou inadequado para uma tarefa tão nobre!”

Tais pensamentos geram inevitavelmente culpa e remorso. A culpa pode, após um tempo, tornar-se tão grande que o indivíduo desiste de querer viver na Presença, a fim de evitar as emoções negativas que vêm com ela.

É preciso reconhecer que as emoções negativas e a culpa que vêm com ela não são uma parte da Consciência, elas apenas pertencem à mente!

O Ego (assim como a culpa) é um produto social, criado pelas expectativas dos nossos pais e dos nossos professores como uma parte da mente. Como? A adaptação de uma criança com o mundo externo é apoiada e sustentada pelas expectativas dos pais. Sempre que uma criança satisfaz as expectativas dos pais ( assim como as sociais ), a criança é aceite, recompensada e amada. Caso contrário, sofre algum tipo de punição ou rejeição. Para evitar a retaliação, a criança satisfaz inconscientemente às expectativas.

Enquanto a criança for pequena, para ela as expectativas serão estímulos externos. A criança comporta-se bem, porque a mãe ( ou o pai ) não deve zangar-se e, deve amar ele/ela. À medida que a criança cresce, estas expectativas externas passam por um processo psicológico complicado e transformam-se em expectativas internas, criando assim as bases do Ego.

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Nesta altura as crianças já não se comportam da forma como é esperado pela sociedade, porque elas dirigem o ambiente como melhor lhes convêm e, porque gera uma boa sensação dentro delas. Quando elas não se comportam de acordo com estas expectativas sociais, elas sentem-se culpadas. É assim que os efeitos sociais externos tornam-se parte do Ego. Esse mecanismo nos acompanha durante toda a nossa vida.

A certa altura da nossa Jornada Espiritual, encontramos os ensinamentos de um Mestre desperto e, internamente, sentimos que isso é o que nós temos procurado há muito tempo e queremos que seja uma parte da nossa rotina diária. Somos, portanto, capazes de criar algumas expectativas internas sobre como cria-las, seja qual for a via mais rápida para incorporar a Presença em nossa vida. Somos, no entanto, incapazes de satisfazer as expectativas, então a culpa aparece automaticamente. Saiba que este é o trabalho do Ego, um jogo da mente!

O que podemos fazer com essa culpa?

Várias coisas devem ser levadas em consideração. Uma delas é que temos vivido identificados com o Ego (no limite) por tanto tempo que nos afastamos muito do centro (Consciência, Ser, Presença). Portanto, não é possível voltar para o centro durante a noite ( a possibilidade existe, naturalmente, dado que o centro está dentro de nós, mas temos que nos esforçar para chegar lá). O progresso na nossa Jornada em direcção a Presença sem esforço, inicialmente requer esforços de nós.

Há uma importância máxima que se aplica a esse esforço: cada passo na direcção certa nos leva mais perto do nosso próprio centro. Isso significa que os momentos se somam e se reforçam mutuamente.

Há ocasiões inevitáveis quando alguém se afasta temporariamente do estado dominado pelo ego e, estes casos também são acompanhados por um sentimento de culpa. Uma vez que tenhamos entendido o mecanismo da origem da culpa e, ter em mente o que foi discutido acima, temos que perceber que, em tais casos, a culpa não se justifica!

Durante a nossa Jornada Espiritual, não devemos debruçar sobre a culpa que surge por nos afastarmos do estado dominado pelo Ego, em vez disso, devemos celebrar o fato de estarmos no estado de Presença!!

Quando formos capazes de nos alegrar com estes momentos, em vez de nos preocuparmos com a próxima possível queda, então os períodos positivos serão cada vez mais frequentes nas nossas vidas.

Precisamos, portanto, ser pacientes com nós mesmos e, olhar para o nosso sentimento de culpa como Testemunhas!

 

Fonte:

http://www.wakingtimes.com/2015/05/26/guilt-shadow-of-spiritual-growth/

Frank M. Wanderer Ph.D. É professor de psicologia, investigador da Consciência e escritor. Frank é autor dos livros  As chamas do estado de Alerta: Descubra o Poder da Consciência! O Maior Obstáculo Para a Iluminação: Como Escapar da Prisão dos Jogos Mentais? e vários outros livros sobre a Consciência. Com um interesse contínuo sobre o mistério da existência humana, o trabalho de Frank é de nos ajudar a acordar da identificação com a nossa história pessoal e do mundo ilusório das formas e encontrar a nossa identidade naquilo que ele chama de “Milagre”, o mistério da Consciência. Visite o seu site AQUI.

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