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Como a Itália tornou-se Num ‘Laboratório Militar Dos EUA & NATO’

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Nos últimos anos, a Itália tornou-se uma colónia militar. Existem mais de 100 bases militares da NATO e dos Estados Unidos em todo o país. Há um arsenal de armas e munições estrangeiras na Itália, tornando o país um laboratório militar da NATO e dos EUA.

Numa entrevista ao Sputnik, o jornalista militar Italiano Antonio Mazzeo falou sobre a colonização militar da Itália e dos riscos que pode representar para o país europeu.

Respondendo à pergunta sobre o número de militares norte-americanos na Itália, Mazzeo disse que os números ainda não foram divulgados.

“No entanto, podemos encontrar informações mais ou menos precisas de pedidos do Pentágono, enviadas ao Congresso e Senado para aprovar gastos para as bases militares na Itália. “Há mais de 10.000 pessoal militar e civil, além das suas famílias, disse o jornalista.

Os dados revelaram que existem 60-90 bombas nucleares nas bases de Aviano e Ghedi na Itália e o número está a aumentar.

Falando sobre esta questão, Mazzeo ressaltou que a presença de armas nucleares na Itália é uma violação do Tratado de Não-Proliferação, assinado por Roma.

“Não podemos dizer que não sabemos nada sobre essas bombas nucleares porque elas não pertencem ao exército italiano. No caso de uma crise internacional  as bombas nucleares B61 poderiam ser usadas pela Força Aérea Italiana. É claro que isso viola o tratado”, ressaltou.

De acordo com o jornalista, outro grande problema é que as autoridades italianas e as pessoas não sabem o que acontece nas bases norte-americanas na Itália.

“Esse problema tem sido discutido há muito tempo, mas ainda não há resposta. Em primeiro lugar, existem as bases americanas e existem as bases da NATO. Por exemplo, a base de Sigonella, na Sicília é controlada pela Força Aérea e Marinha dos EUA. As autoridades italianas não podem saber o que está a acontecer lá. No entanto, parte desta base é totalmente controlada pela NATO e, o regimento 41 da Força Aérea italiana está estacionada lá”, explicou Mazzeo.

Apesar do facto que as bases militares na Itália violarem a Constituição e não serem controladas pelo parlamento, o governo não quer interferir, disse ele.

“A reacção do público é mínima. As pessoas ainda não sabem o que está a acontecer nas bases. Até mesmo o Parlamento não quer discutir o problema. A grande mídia não cobre a situação, então não é nenhuma surpresa que as pessoas não estejam cientes,” disse o jornalista.

Fazer parte de uma política agressiva da NATO, incluindo o número crescente de bases, poderia criar sérios riscos para os interesses nacionais do país, disse ele.

“A NATO nunca foi uma estrutura defensiva. Ela fingiu ser durante a Guerra Fria. Mas depois da queda do Muro de Berlim o seu papel agressivo tornou-se claro. A aliança mudou e tornou-se mais complexa. Alguns membros, como a Turquia, a França e a Grã-Bretanha não são controlados pelos EUA. Assim, existe o risco de que a Itália poderia ser arrastada para uma aliança atlântica mais agressiva cujos interesses são diferentes dos interesses políticos, económicos e militares da própria Itália. Tal aliança influenciaria a política interna e externa italiana” concluiu Mazzeo.

 

Fonte:

https://sputniknews.com/europe/20160909/1045147056/us-bases-italy.html

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