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Nem Todos Nós Vemos

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Oh os obstáculos de ver as coisas como elas realmente são…

Vamos começar com uma ideia que já foi desmascarada: os Nativos Americanos não viram os navios de Cristóvão Colombo, porque as suas mentes não podiam compreender algo que ia além da sua gama de experiência. Eles olharam para o mar mas não viram nada a se aproximar.

Muito imaginativo, mas pouco provável. As pessoas podem ver coisas estranhas e desconhecidas, mas às vezes se esforçam muito para não ver. Especialmente se o que está no horizonte cheira a inferno.

Parece que, se vemos as coisas como são, aprendemos e, o conhecimento nos torna responsáveis. Prestação de contas não é muitas vezes desejado, mesmo se em última análise levar a algo que nos beneficia. Então, nós aprendemos a fazer vistas grossas.

O que vemos pode contradizer as nossas crenças ou, temos que fazer algo sobre a situação e, isso pode ser problemático. Pode deixar as pessoas nervosas, ou sentirem-se constrangidas ou pior ainda, podemos perder dinheiro. A mudança é sempre um desafio e, nós estamos simplesmente muito ocupados ou cansados para sermos testados. Portanto, a melhor solução é não olhar, ou fingir que não vimos, fingir que estamos doentes, decidir que é problema de outra de outra pessoa ou apontar o dedo para a pessoa lesada.

Nesta relutância, as nossas mentes estão a cooperar com o “sistema”, que é parte integrante da sombra colectiva humana. O sistema manipula habilmente cada fraqueza humana … e é infalível. Tem funcionado muito bem.

  • Podemos ver a indulgência de tudo o que recai na nossa sombra colectiva?

Não tenho nenhum problema com a noção que não viemos aqui para termos vida fácil e que viemos aqui para experimentar, para fazer escolhas e, finalmente, para evoluir. Se a mudança está para acontecer e está, as pessoas que optaram em fazer vistas grossas, serão forçadas a experimentar isso de qualquer maneira. Por isso, é melhor ser sincero e dar uma olhada. Mas deixo um aviso: fique na via intermédia e tente ficar não só com o que lhe parece ser verdadeiro, mas com o que é construído a partir de amor para nós.

Muitos de nós veem as manipulações e as artimanhas do sistema. Também participamos na expansão da consciência humana. À medida que trabalhamos com os nossos próprios aspectos sombrios e, abraçamos uma propósito mais libertador, é menos provável sermos enganados por novas situações que surgem com o passar do tempo. Eu sei que é preciso coragem e uma fonte de poder pessoal, para olhar e aceitar as coisas como elas realmente são e lidar com a mesma, de forma inteligente, sem esconder-se, sem reagir e não aumentar o seu valor.

Que eu possa aceitar as coisas como realmente são e ser sempre quem eu realmente sou.

Parece-me ser aí onde a nossa estrada nos leva: queremos ver com clareza e queremos ser o melhor de nós mesmos, porque aquilo que somos, é lindo além das palavras.

A negação é apenas uma face da moeda e, do outro lado reside a tendência para misturar os pensamentos e emoções. A mente humana realmente gosta de progredir e seguir rastros de pensamentos aqui e ali: analisar, imaginar os pros e contras, recolher informações, especular, lamentar e sonhar. Mas o impulso e a excitação emocional da mente podem ser um problema.

Há uma frase que tem girado há algum tempo e refere-se as teorias ou ensinamentos que vão além de qualquer coisa que seja verificável. Chamamos-lhe de ‘366’. É uma maneira de dizer: “Confira e veja se você foi longe demais … 360 é bom, mas 366 é um pouco exagerado.”

Aqui está um exemplo muito simples:

Recentemente vi uma jovem ‘muito apaixonada’ seguir a sua imaginação quando o seu namorado devia estar em casa há algumas horas. Quando ele entrou, na sua mente, o namorado havia cometido muitos insultos e crimes contra ela, que até as suas crenças nesse momento faziam rir. Acontece que ele estava a jogar um videojogo na casa de um amigo e perdeu a noção do tempo, falta de consideração? sim… criminoso, não… a verdade, o mais provável.

Emoções animadas e a emoção de “pensar e resolver’ provocam grandes obras de imaginação. A imaginação tem um lado muito bom se lembrarmos que a mente é um servo do coração e, não o governante.

Voltemos agora para os nativos assistindo a chegada dos navios de Colombo. A chegada marcou a fase final de uma conquista. O sistema de controlo alcançaria a sua plenitude nos próximos cem anos, aqui no Ocidente. Como tudo que surge, isso também tem um propósito. O tempo em que “o lado sombrio esteve no comando” mostrou-nos muita coisa e, isso forçou o crescimento, como uma casa quente evolutiva.

Após a plenitude do poder vem o declínio e, é claro que agora estamos nessa fase. Eu não tenho insights  visionários sobre o que vai acontecer e muito menos quando, mas acredito que aqueles que são mais qualificados nessas áreas vão oferecer o melhor que eles têm.

O que posso dizer, é que uma avenida longe do cheiro do inferno será como o amor e, haverá clareza no ar, bondade e respeito por nós mesmo e pelos outros. Não existe um antídoto para o lado sombrio enquanto estiver no comando, a não ser que seja substituído pela luz.

Em nossa busca para ver as coisas como elas realmente são, a via intermédia parece ser também a estrada. Falar a partir do coração é um bom presságio para nós. E o mesmo acontece com a intuição.

A intuição não é uma função da mente e, portanto, não está sujeita aos truques ou divagações da mesma.

É um “saber directo” daquilo que é, e funciona melhor quando os obstáculos são removidos.

 

Fonte:

http://www.wakingtimes.com/2015/05/13/not-all-we-see/

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