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Quando as Máquinas Decidirem Por Nós

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Os seres humanos são tão inconvenientes. Eles precisam de salários, pausas, comida, abrigo, espaço para se mover, ar para respirar e tempo livre.

  • Não seria mais fácil simplesmente eliminar todas essas coisas desagradáveis que fazem perder tempo e substituir os seres humanos com máquinas?
  • Ou, que tal, unir os seres humanos com as máquinas para que possamos criar o que queremos?
  • Mas quando removemos a nossa humanidade da equação, será que o que permanece é verdadeiramente humano?

Podemos substituir essa ou aquela parte e, ainda assim manter a nossa humanidade, mas quando começamos a brincar com o DNA, tentando baixar os nossos processos cerebrais num chip e reorganizar o que existe para criar um “humano melhor”, criamos algo que já não tem a essência da humanidade.

Humano + Humano = Humano

Máquina + Máquina = Máquina

Humano + Máquina = Híbrido Mecanizado

É genética simples. Quanto menos humanidade estiver presente, menos características humanas possui a entidade.

  • E em que ponto é que a humanidade torna-se tão insignificante que a máquina assume completamente o controlo?

Na clássica série de ficção científica Star Trek, Spock, meio humano meio vulcano, estava a tentar ser mais humano. Ele estava a tentar superar as suas tendências vulcanas de acções robóticas sem sentimentos, sem empatia e, lógica total como uma máquina. Hoje, somos encorajados a nos tornar mais parecidos com os antepassados vulcânicos de Spock – sem sentimento, emoção ou qualquer vestígio de humanidade. E tudo por uma questão de conveniência.

Vemos tudo isso ao nosso redor enquanto trabalhamos dia após dia para ganhar dinheiro e viver o inexistente sonho Americano. Uma fantasia promovida pelos reis corporativos que controlariam os nossos pensamentos, actos e movimentos. Eles querem máquinas. Nós queremos máquinas. Nós nos esforçamos para sermos máquinas e, sentimos que não podemos viver sem elas. Crescemos e nos tornamos completamente dependentes das ferramentas desenvolvidas para nos tornar mais “independentes”.

Criamos máquinas para tornar as nossas vidas mais fáceis. Elas são ferramentas para serem usadas por aqueles que as criaram. Mas enquanto olhamos ao nosso redor, podemos ver claramente que as máquinas estão rapidamente a assumir o controlo das nossas vidas diárias e a tomarem decisões por nós. Os funcionários na loja local, dispensavam a mudança indo no registro e faziam a contagem para nós. Agora, são as máquinas a contar. O funcionário toca numa máquina baseada em computador e a máquina diz para ele / ela quanto troco deve dar.

Quando lhes pedem para fazer isso manualmente, a maioria das pessoas não conseguem. A pessoa olha para ti perplexo, porque o pensamento de ser ele a contar nunca lhe passou pela cabeça. Isso não é uma exigência. Estamos a descer rapidamente numa sociedade em que a humanidade está a se tornar irrelevante e as máquinas dominantes. Estamos a nos tornar tão dependentes delas que até a simples matemática nos escapa.

Vivemos agarrados aos nossos telemóveis, jogando jogos insidiosos, como Pokemon e, nem sequer nos apercebemos do vício. Eu passei por alguém que estava a fazer exactamente isso e, disse-lhe:

  • “Você sabe que isso é viciante, não sabes?”

Ele disse:

  • “Sim, mas comer e respirar também é.”
  • Quão degenerados nos tornamos até ao ponto de comparar a necessidade de respirar e comer com jogar um jogo num telemóvel e nunca olhar para cima para ver o céu, os pássaros ou as nuvens?

Estamos a ir cada vez mais fundo na realidade virtual. E fazemos isso de vontade própria.

Em vez de nos fortalecer, o nosso vício pelas máquinas está a nos drenar. A força vital está literalmente a ser sugada de nós, deixando uma casca vazia para secar e voar no vento. Corremos para lá e para cá numa rotina diária e nunca chegamos a lugar nenhum, porque estamos presos numa realidade que não existe verdadeiramente. Uma realidade fabricada e projectada para nos comer e cuspir para o beneficio de alguns. Mais uma peça na máquina. Somos pessoas CAFO, se preferires.

  • Sem sentimentos, sem empatia, sem remorso; as máquinas são psicopatas naturais. À medida que nos tornamos mais orientados às máquinas, será que a psicopatia está destinada a ser a norma?
  • Colocamos tão pouco valor na humanidade que estamos dispostos a sacrificá-la pela conveniência?
  • Será que eventualmente nos tornaremos irrelevantes e relegados aos arquivos da história com as máquinas assumindo o controlo e substituindo os seres humanos?
  • Será que estamos a nos mecanizar para a extinção?

As máquinas não têm espírito muito menos uma alma. Elas não podem ser humanos, não importa o quão avançadas sejam. Elas simplesmente não têm essa capacidade. Elas não são capazes de tomar uma decisão discricionária. Embora possam ser úteis, a essência da humanidade reside nas suas imperfeições e na capacidade de mudar conforme a sua vontade.

Então a pergunta é:

  • Será que a nossa busca de um ser humano que se pareça mais a uma máquina, eventualmente, apagará tudo o que é humano, deixando apenas as máquinas como um testemunho enferrujado do nosso desejo de ser mais “perfeito” e igual a uma máquina em consequência das nossas acções?
  • Quando é que compreenderemos que a perfeição não reside na capacidade de fazer a mesma coisa vezes sem conta, sem nunca mudar, sem falhas como uma máquina, mas nas próprias coisas que pensamos como imperfeições?
  • Será que as nossas imperfeições são na realidade as nossas forças?

A uniformidade é apenas perfeição numa máquina, não num ser humano. As nossas diferenças nos tornam únicos. Quando tentamos apagar essa singularidade, perdemos a nossa humanidade, perdemos a nossa força como espécie, perdemos a capacidade de nos adaptar, mudar e crescer.

Para manter a nossa humanidade, precisamos nos libertar do molde mecanizado em que estamos a ser espremidos e, em vez de permitir que as máquinas nos governem e nos esforçarmos a ser mais semelhantes a elas, devemos relegá-las ao que deveriam ser – ferramentas. Nada mais. E aprender a celebrar a nossa singularidade e, não tentar erradicá-la.

 

Fonte:

http://farmwars.info/?p=15045

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